Liguei os pontos, encaixei as peças, entendi a trama. Foi uma mentirada
tão grande, um engano tão inacreditável, um contexto tão absurdo, que
custei a acreditar. Foi dessas traições de fazer confiança tremer de
susto e doer de tristeza.(…) Foi dessas armadilhas inimagináveis que,
olhando direito, às vezes são armadas até com o nosso auxílio,
distraídos que estávamos em territórios que nos pareciam megaseguros.
Não, não foi a primeira vez e provavelmente não seria a última. Eu
confiei, sim, e não me arrependo nem um centímetro, olhando daqui. Pra
confiar é preciso viver com o coração. Eu vivo.
