Você reclamava que eu não dizia seu nome e isso era só porque eu o
estava dizendo o tempo todo. Meu cérebro martelava o som das suas
referências e imprimia tanto você que eu precisava falar de mim daquele
jeito pra tentar existir além do que eu me tornava. Você era tudo quando
reclamava que eu andava estranha ao telefone, sem dar importância.
Quando eu não parecia te ouvir, eu estava ouvindo suas milhares de vozes
e tentando dar conta de gostar de tanta gente diferente que era gostar
de você.
